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Museu de Grandes Novidades | Assuntos de Mulher | Dicas, Truques , Cabelos e Maquiagens

Museu de Grandes Novidades








(continuando uma publicação em outro deste mesmo canal)
The Who ainda enlouquecendo poodles e pit bulls.

Quase vejo Roger Daltrey na calça saint-tropez, peito nú e cachos, muitos cachos. Primeiros acordes de Baba O’Riley. Rock, cara. É rock. E vale vazar o pulmão junto com eles “i don’t need to fight to prove i’m right. I don’t need to be forgiven”. Passado. Baba O’Riley foi lançada nos 1970. My Generation, 1965. Ui. “I’m not trying to cause a big sensation. Talkin’ ’bout my generation.” Passado.

Rock, Rio, Park, coleiras de pulso, pulseiras de pescoço. Delírios. Daltrey é vinho. Meu Tommy eterno. Mas poderia ser qualquer um deles. Rock, Pop, Gaga, Legiões, Lees, todos eles. Passado.

Mas Charles Bradley morreu no último dia 23 de setembro. Perdeu a luta para o mais devastador dragão da terra média, o câncer. Aos 68. Viria ao Rock’n Rio para nos fazer viver do passado com entre outras pérolas, a versão só sua de Changes do paleolítico Black Sabbath.

Passado.

Por isso, parem, ó vigilantes das almas buscantes por feelings. O incrível presente são tempos de terror psicológico, individualizado e um tanto oco. Sem referências, por lvire arbítrio. Escolhemos esse presente. quê não podemos escolher outro?

Por quê? Pelo mau uso do que descobrimos, de nossas possilibidades. O ideal é e sempre será o equilíbrio entre o que fomos, o que somos e o que poderemos ser com o conhecimento, aliado à humanidade, à educação, à cultura. O homem anda pra frente. Como aqueles filmes antigos – rá! – em preto e branco – rá!(2) – que contam a história de camponeses chineses vendo suas plantaçoes devastadas por nuvens de gafanhotos atávicos. Já estamos em Marte.

Abro aqui o espaço para que todos se manifestem e debatamos algo que não seja a crítica pura e simples contra quem gosta de histórias, recentes ou não. A tecnologia e internet estão aí para provar o que há muito tempo se desconfiava sem ferramentas para avaliar ou provar. Números, ah… os números. O povo ama lembrar. E ama números. Alguns se orgulham do passado. E grande parte ainda vive nele. E eu pergunto: e-da-í? O que tem de tão desestraordinário nisso? O que tem de condenável em querer ser feliz num contexto pessimista e apocalípitico? Alívios cômicos em histórias trágicas são bem-vindas, com as ferramentas houver. Basta de policiamento. O que importa o que estou lendo? O que assisto? O que gosto? O que quero? O que me faz bem? Hãm?

Vivo de Mozart, Clarice, Amado, Saramago, rua...

de terra, cheiro de mato molhado, palha e fumo de corda, saibro e festival de música independente, Jair, Platéia e pouca tecnologia, som fraco (não gosto, mas lembro), Olivetti, praia limpa, Nego Dito e Zezé Mota, Chica da Silva e Luz del Fuego, Goddard, Truffaut, internet, edição não linear, Walter Carlos, internet, Kubrick, Chiquinha, Reginas, Namoradinhas, internet, Caras gatos, gladiadores, Douglas, Menino do Rio, sofwares, games, Ruy Castro, Biógrafos, Carmen Miranda, Michael Jackson, “Ben”, Happy”, “One Day in your life”, Mister Sam, Luiz Fernando Magglioca, Marcelo Amadei (heróis das das eletromagnéticas do nosso tempo) histórias contadas que ouço, memórias de outros, piadas da vida real que já rolaram, da moda cíclica e do que já tinha, das músicas regravadas – covers, do keds revisitado, do misógino kishute, do conga up to date, das releituras de novelas, dos Beatles e Rolling Stones, do riso escancarado na hora do flashback em casamentos cinco e pura estrelas. Sputnik, Hitchock, Glauber, Grande Oltelo, ta da Esperança, MTV, Clipes, ABBA, Rolling Stones, Dylan, Chico, limão, Jaboticaba, ar puro, Caetano, Betha, Beto, Elza, Cazuza, cavalos, laranja madura, Cartola, Ivone, Indiozinhos do toddy, Dulcora, silvapen, carbono, lápis número dois, Genius, natal, Clubes da Esquina, Novos e sempre bahianos. Frank Sinatra, Tom Jobim, Ella, Ellis, Milton…. O passado não consegue passar. O passado não passa. Esse passado não tem fim. Não tem fim esse passado.

To passada.

O que acontece hoje quando se reconta a mesma história é novo? Os números fenomenais de acessos e compartilhamentos de vídeos e canções de décadas anteriores sinalizam uma população de velhotes saudosistas e melancólicos? E quando a mensagem é recebida de um vintinho ou trintão? Heim?

acelerar cordis de profundis refazendo a vida para um tanto interessante. Não é passado. Está presente. Em 4k, captado em REDs e selfies-services a dar com o pau de selfie (já demodeè). Há incontáveis exemplos nas artes que a vida imita. Imita o passado deixado pra trás.

Humanidade, talvez.

 

É crueldade desdenhar saudosistas e nostálgicos. É cruel criticar qualquer ferramenta para felicidade ou momentos felizes que não têm nada de melancólicos. Ou até têm. Mas, e daí? Quanta definição, nénão? Não precisa, gente. Precisa não dessa tortura psico-emocional contra quem sente saudade. Isso não lhe faz desatualizado, ao contrário. Quanto mais informação, quanto mais leitura e conhecimento, mais o cérebro funciona a seu favor no trabalho, na vida, na carreira, consigo o tempo todo.

Pronto. Já passou.

 

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Fonte: Carmen Farão





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