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Negros Gatos | Assuntos de Mulher | Dicas, Truques , Cabelos e Maquiagens

Negros Gatos





 O ano, 1982. 

No palco, Luiz Meloda e Zezé Mota protagonizam a pureza libertária do paixão numa entrega coreográfica instintiva. De uma formosura que talvez eu não veja – ou sinta – novamente num contexto desse. As cenas são  de um documentário americano. Clique no link.

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Luiz Melodia e Zezé Mota – 1982

Com tanto ainda para oferecer, jovem, em espírito e corpo, partiu Luiz Melodia. Tristes tempos esses de partida. Foi ser ligeiro num desses paraísos de sonho. Desculpe, não é o inferno que abriga os insubstituíveis. O inferno é cá. “Cá” cada vez mais ocupado por seres esquisistranhos e demolidores. Melodia construía esperança. Frágil, delicadíssimo e insubstituível, sim. Ficamos com melancólica constatação: Luiz Melodia não vai conceber uma novidade melodia, interpretar uma antiga geração, “ocasionar” o desassossego em corações dispostos.

É difícil sorver o luto para quem é pré-tech com a mesma rapidez da notícia na ponta dos dedos ou de um app instalado na retina.  O quê? duvida? O horizonte já é pretérito nesse mesmo minuto. O que é ótimo. O ser humano foi projetado para caminhar pra frente e olhando para cima.  Estão aí as guerras movidas...

pelo libido de conquista, poder, territórios, coroas e as espetaculares e tecnologias.

Luiz Melodia veio quando  a arte era uma premência aflita. Urgente. Talento, genialidade e só não loucura porque ele era veludo, gulodice, paixão; bastando  a entrega que de alguma forma salvaria autores e seus (des)iguais.  Sem regras. Amar, ousar, quebrar, romper.  Luiz Melodia partiu pelas mãos e uma doença epidêmica , insanável, cruel em todas as formas que o varão do horizonte não consegue controlar.

Os boêmios franceses,  filósofos alemães ingleses inspiravam nossos artistas tupiniquins e o mundo na vontade de coesão. Nos 1970, Rita Lee jorrava: “precisamos de irmãos”. Muito antes, nos 1700, era Hobbes  quem decifrava a matilha apontando seu semelhante porquê o pior e mais cruel inimigo. Nos 1980, Caetano Veloso toca no rádio “somos o lobo do lobo do varão”.  O lobo que continuava para frente, em frente, conquistando, porquê um antiácido efervescente no copo meio pleno,  igualando os caminhos. Porquê uma máquina de trinchar grama, nivelando a paisagem.

À despeito de tantas conquistas, as questões humanas parecem patinar evoluindo homeopaticamente. Ainda há preconceito e regras que parecem justificar que os simpáticos Croods  batam a cabeça na rocha para o registro “imortal” de uma foto na idade da pedra. Conformidade barata, sim. Quem se importa?

Fica cá, Luiz. Nos encante. Sem lamentos. Só não podemos olvidar.

 

 

 

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Manadeira: Carmen Farão





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