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Lei “Cinderela”: Abuso psicológico poderá ser considerado crime

O governo britânico, juntamente com uma ONG defensora dos direitos das crianças, apresentaram projeto de lei que pune com até dez anos de prisão os pais que abusarem psicologicamente dos filhos.

O governo britânico e a Action for Children, uma ONG defensora direitos das crianças, querem aprovar a chamada #8220;Lei Cinderela”. A lei modificaria a atual legislação inglesa sobre violência contra a criança, e propõe até dez anos de prisão como punição para os pais que causarem sofrimento desnecessário aos filhos, deixarem de estimulá-los devidamente e os ignorarem, prejudicando sua saúde ou impedindo seu desenvolvimento físico, intelectual, ocional, social ou comportamental.

O deputado conservador Robert Buckland, um dos defensores do projeto, disse que #8220;não é uma questão de ampliar a #8216;rede’, e sim de reforçá-la para punir os pais ou responsáveis que claramente prejudicam os filhos vez de educá-los com carinho e amor”. Segundo Buckland, pais com esse tipo de atitude podem estimular o comportamento criminoso ou antissocial dos filhos durante seu desenvolvimento. O deputado também considera vital a adoção de medidas corretivas com urgência.

O debate torno da eficácia da lei para solucionar esse complexo problema social continua aberto. Punir os responsáveis, sem adotar medidas que resolvam os conflitos subjacentes, propicia o surgimento da violência e pode não erradicar o problema definitivamente.

Independentemente das opiniões que a lei possa suscitar, é importante refletir sobre a questão. Os maus-tratos ainda são uma dura realidade enfrentada por milhares de crianças de todo o mundo.

É difícil de acreditar que, apesar dos avanços termos de direitos humanos, ainda existam casos de crianças que têm a integridade física e psicológica ameaçada.

Também é importante salientar que os maus tratos nem sempre estão relacionados à violência física. Os adultos podem prejudicar crianças e jovens de outras formas, através de agressões verbais, humilhação, difamação ou subordinação.

Pais violentos nem sempre têm consciência do quanto suas atitudes podem prejudicar os filhos. Alguns consideram o #8220;abuso psicológico” como a forma mais adequada de corrigir e evitar a repetição de erros, talvez porque tenham #8220;aprendido assim” na infância.

Por outro lado, problemas domésticos, financeiros ou de relacionamento dos pais podem, muitas vezes, transformar-se graves discussões que prejudicam o ambiente familiar, tornando os filhos o alvo das agressões.

Por diversos motivos, a violência tem se tornado cada vez mais comum lares e instituições, o que deixa as crianças indefesas e viola os direitos mais básicos presentes na Declaração Universal dos Direitos das Crianças, aprovada há décadas pela Assembleia das Nações Unidas.

As consequências do abuso psicológico na infância podem ser muito graves: depressão, abandono escolar, baixa autoestima, perda da autoconfiança, perpetuação da violência e transtornos comportamentais.

É necessário, portanto, tomar medidas adequadas para impedir o avanço dos casos de violência física ou psicológica. Na América Latina existem diversas ONGs e instituições governamentais que funcionam 24 horas por dia atendendo a população e acolhendo denúncias de maus-tratos.

A dinâmica da própria família também deve ser considerada. É preciso observar como os filhos se sentem com o tratamento que recebem. Em situações difíceis, muitos pais falam de forma violenta com os filhos ou usando palavras ofensivas.

Se você acha que essa forma de violência está presente sua casa, pare e reflita. Nunca é tarde para dialogar e racionalizar os conflitos. Se você acha que já esgotou todos os recursos, não desanime: procure um especialista que possa ajudá-lo a lidar com a situação.

Maltratar nunca é uma boa decisão para resolver um conflito ou ensinar uma regra aos filhos. outro lado, explicações e apoio constante permitem que eles se desenvolvam de forma saudável e se tornem adultos responsáveis e independentes.

 
Texto mente ado no Discovery Kids Brasil 

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Fonte: Por Mulher

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